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Não basta o IPVA! Detran “lava as mãos” e MS cobra o 2º maior valor pela Placa Mercosul
03/02/2020 14:25 em ECONOMIA E NEGÓCIOS

Além do aumento de 40% no IPVA, em vigor desde o primeiro mandato de Reinaldo Azambuja (PSDB), o sul-mato-

grossense vai pagar de R$ 280 a R$ 320 pela PIV (Placa de Identificação Veicular), conhecida com Placa Mercosul. Este

valor é o maior da região Centro-Oeste, ficando até 166% acima do valor definido nos estados vizinhos, e o 2º mais caro

entre 23 estados pesquisados pelo O Jacaré no País.Mato Grosso do Sul é o único lugar no País onde a livre

concorrência pune o consumidor. Responsável pela emissão da guia e pelo credenciamento das empresas, o Detran

(Departamento Estadual de Trânsito) lavou as mãos sobre o preço.

“Nós não podemos, não devemos e não iremos regular preço de placas. Quem define os preços são as empresas devidamente credenciadas pelo Detran e Denatran”, afirmou o presidente do órgão, Luiz Carlos da Rocha Lima. Em São Paulo, governado pelo liberal João Doria (PSDB), o departamento de trânsito definiu o valor máximo em R$ 138,24. O sul-mato-grossense vai pagar 131% a mais em relação aos paulistas.

Ao contrário do restante do País, o novo modelo de colocação de placas encareceu o emplacamento. “Aqui no Estado, o valor está indo de R$ 280 a R$ 320, o objetivo da nova placa era justamente baratear o procedimento, mas a prática do livre mercado está fazendo ficar mais cara, se esse for o valor cobrado na segunda-feira”, afirmou o presidente do Conselho Regional dos Despachantes e Documentalistas de Mato Grosso do Sul, Sebastião José da Silva, em entrevista ao Midiamax.

MS vai cobrar o preço mais caro entre as quatro unidades do Centro-Oeste. Mato Grosso e Goiás vão cobrar R$ 120 pela Placa Mercosul em automóveis. No Distrito Federal, onde vivem os detentores da maior renda per capita do País, o valor será de R$ 128.

Espirito Santo cobra o menor valor: R$ 108

Estado Valor
Amapá 500
Mato Grosso do Sul 320
Rio Grande do Sul 250
Pará 250
Acre 250
Bahia 240
Amazonas 222,34
Piauí 220
Ceará 220
Rio Grande do Norte 180
Pernambuco 180
Paraná 180
Rio de Janeiro 179,84
Paraíba 178
Rondônia 170
Santa Catarina 151,44
Alagoas 140
São Paulo 138,24
Minas Gerais 138
Distrito Federal 128
Mato Grosso 120
Goiás 120
Espírito Santo 108,3
Sergipe *NI
Roraima *NI
Maranhão *NI
Tocantins *NI
Com informações do G1

“Nós não entendemos o motivo disso. Realmente esperámos que a placa fosse mais barata porque quando ela foi criada, um monte de coisa foi tirada, como lacre da placa traseira, justamente para reduzir o valor”, espanta-se Silva.

Conforme o G1, o maior valor será cobrado no Amapá, onde os motoristas vão pagar R$ 500 pelo novo emplacamento.

No Paraná, que adotou o modelo há bastante tempo, a Placa Mercosul chegou a custar até R$ 300. O valor ficou alto porque o Detran adotou o sistema de rodízio entre as estampadoras. No entanto, a Justiça derrubou a medida do Detran paranaense e impôs a livre concorrência, reduzindo o valor pela metade. O máximo cobrado no estado vizinho está em R$ 180.

O curioso é que o poder público trata o sul-mato-grossense como abastado. Em 2015, Reinaldo elevou a alíquota do IPVA de 2,5% para 3,5% de automóveis. Até hoje, a assessoria do Governo e os jornais aliados, ao falarem do vencimento do tributo nesta sexta-feira (31), destacam que houve redução de 25%.

Reinaldo repete que dá o desconto, só que os antecessores, André Puccinelli (MDB) e Zeca do PT cobravam metade da alíquota, ou seja, 2,5%.

Agora, a gestão tucana não intervém e, novamente, penaliza o proprietário de veículo ao permitir que seja cobrado o segundo maior pela Placa Mercosul entre as 27 unidades da federação.

O Detran foi alvo da Operação Antivírus em agosto de 2017, quando toda a cúpula foi presa pelo Gaeco por corrupção. O então presidente, Gerson Claro (PP), foi afastado do cargo pela Justiça, mas teve um final feliz, já que foi eleito deputado estadual. O processo ainda tramita na 3ª Vara Criminal de Campo Grande.

Na gestão de Puccinelli, conforme a investigação da Polícia Federal na Operação Lama Asfáltica, o secretário adjunto de Fazenda, André Luiz Cance, cobrava propina de 1% da ICE Cartões.

Por coincidência, o Estado é quase o único no País em que o dono de veículo não foi contemplado com a redução no preço com a Placa Mercosul.

A nova placa terá nova cor de fundo, que passa a ser totalmente branca. A cor da fonte vai diferenciar o veículo: preta para carros de passeio, vermelha para os comerciais, azul para os oficiais, verde para veículos em teste, dourado para os automóveis diplomáticos e prata para veículos de colecionadores.

Todas as placas deverão ter ainda um código de barras dinâmico do tipo Quick Response Code (QR Code) contendo números de série e acesso às informações do banco de dados do fabricante e estampador do produto. O objetivo é controlar a produção, logística, estampagem e instalação das placas nos respectivos veículos, além da verificação de sua autenticidade.

FONTE: O JACARÉ

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